HistóriaHistoria Geral

O que foi a Peste Negra: resumo

Também conhecida como Peste Bubônica, essa foi a pandemia das pandemias

A peste negra é uma doença grave causada pela bactéria Yersinia pestis. Também conhecida como peste bubônica, foi considerada a pandemia mais devastadora da história, matando entre 90 a 250 milhões de pessoas. Na Europa, de cada três pessoas, uma morreu.

Apesar também ser conhecida como peste bubônica, a peste negra poderia ser de três tipos:

  1. Peste pneumônica
  2. Peste septicêmica
  3. Peste bubônica

É uma doença que tem como agente transmissor a pulgas e piolhos um rato, porém na época  dessa pandemia, chegou a ser considerada um castigo de Deus.

Causas da Peste Negra

Na Idade Média, a produção agrícola reduziu-se por causa de alterações climáticas, causando fome que, por consequência, fragilizou a sociedade europeia, tornando-os mais vulneráveis às epidemias. Durante o século XIV, essa epidemia dizimou cerca de 1/3 de toda a população europeia. 

Características da Peste Negra

A peste era transmitida por pulgas de ratos contaminados que ficavam nos navios, fazendo a epidemia se espalhar rapidamente e a atingir todo o Ocidente.

A peste chegou a interromper a Guerra dos Cem Anos, guerra travada entre a França e a Inglaterra. A falta de higiene e de conhecimentos médicos (já que a Igreja era contra qualquer avanço científico e farmacêutico e quem tentava criar remédios era acusado de bruxaria) fez a doença se transformar num grave surto.

Somente com o passar dos anos a peste foi controlada graças à adoção de medidas higiênicas, sendo estudada e compreendida. 

Consequências da Peste Negra

Além da grande quantidade de mortes e também da interrupção temporária da Guerra dos Cem Anos, a peste causou revoltas camponesas, já que a redução populacional e a baixa produtividade obrigaram os camponeses dos feudos a trabalharem mais para compensarem o trabalho daqueles que tinham morrido, fazendo também os senhores feudais aumentarem a taxa dos tributos e a obrigações de trabalho dos que haviam sobrevivido.

Com isso, os camponeses se revoltaram e algumas revoltas estouraram em várias regiões da Inglaterra e da França. Porém, as revoltas foram violentamente sufocadas.

Leitura sugerida

Referências bibliográficas

UJVARI, Stefan Cunha. A história e suas epidemias: a convivência do homem com os microrganismos. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, v. 45, n. 4, p. 212-212, 2003. Disponível em https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0036-46652003000400017&script=sci_arttext

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo